domingo, fevereiro 26, 2012

Ahhh belo cafézinho!!

 Alguém perguntou: "Queres café?", a resposta foi: "Estou a pensar ir tomá-lo de borla!", "De borla, não entendi...?", (pausa de 10 segundos, vá, pronto, 5) "Ahhhh!!! MALANDRO!!".
Para não gastar gasoilio que está caro, fomos em viatura de 2 rodas e a gasolina, menos poluente, mais ar livre, mais saudável, mas infelizmente mais FRIO! Vá-se acreditar nos tratantes dos meteorologistas que diziam que ia fazer calor de Primavera estes dias, nem vê-lo por aqui por estas bandas!
Para aqueles que perguntam se esta cidade é bonita, respondo com as fotografias em anexo, que são de uma área antigamente degradada, e quanto a mim recuperada com muita qualidade, os canais tornam a cidade um local romântico, ao nível de Veneza, e em contrapartida já não possuem o odor de antigamente, quando os esgotos eram para aqui atirados sem qualquer tratamento.
Descobrimos um café novo, que numa escala de 1 a 10 de intensidade, encontra-se no 12! Sim, e a classificação está bem dada.
Prometo melhores fotografias numa próxima vez, mas a máquina tem o interior e objectivas sujas das trocas, e não sei em que caixa das milhentas da mudança estão os artigos de limpeza... :o(
Ah, ainda dei um "bigode" a uma Highly-Defective (HD) que me ficou a ver passar ao longe! Poucas motas se vê por estas bandas, e quase nenhumas cumprimentam, uma pena a falta de espírito.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

O estádio colorido

Bom! Ao contrário do que se costuma dizer que ficamos melhores com a idade tal como o vinho do Porto, parece-me que isso é uma maneira de mascarar o facto de não ser bem assim, ou então alguém se esqueceu de referir que até o vinho com a idade se estraga. A Pratas Labareda Martins, talvez pelo pouco uso que tem tido derivado às condicionantes, tem vindo a apresentar dificuldades no arranque, muito tempo desligada, bateria já vai fazer 8 anos, enfim, da última vez para arrancar teve que ser de cabos na bateria da "lata"...
Interiorizei que não podia ser assim, e lembrei-me de ir até ao estádio colorido, que se pode ver como pano de fundo na fotografia acima, aproveitando o alinhamento com a decadência, antes que se lembrem de o demolir já que é caro de manter e não tem utilidade nenhuma, efectiva! Nem desliguei o motor durante a sessão fotográfica, não fosse dar algo para o torto com a bateria, mas de facto o problema dela é a frio, depois de uns quilómetros a andar, porta-se bem... A ver vamos.
Meia volta, e lá fui perder-me a Cacia, pensando erradamente que por aquele caminho ia ter a São João de Loure, de facto não fui e tive que voltar para trás, devo estar a ficar DUHH com a idade!
Chegado então ao destino, podem vislumbrar à esquerda o parque dos plátanos de S. J. Loure, excelente local para um piquenique/churrascada, e onde (já agora) reside uma cache (ver geocaching).
Aproveitando a onda, e tendo já conhecimento que havia umas estradas porreiras para o chamado "lado do campo", lá fui, e deparei-me com este parque de merendas mais à frente, também ele promissor, faltando apenas uma churrasqueira para ser PERFEITO!
Os campos já estão cheios de mimosas, altura em que alguém de quem tenho muitas saudades, andaria agora a colher ramos e a meter no carro, por causa do perfume. Costumes engraçados, que nos marcam.
E pronto, voltinha muito curta, a Labaredas portou-se lindamente, apesar de nem ter a manutenção em dia, fruto da falta de dinheiro que por aí anda, emprego nem vê-lo, apartamento continua à venda. Resta a saúde, até ver...

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Monchique - Ultimo passeio de 2011

Começo o post com esta panorâmica da barragem de Odelouca. 

O passeio foi combinado uma semana antes, para que não houvesse desculpas. Destino apontado para a zona ocidental da serra Algarvia, éramos 2 motards decididos a fazer a diferença. Após ouvir muita gente a dizer que também queriam ir, ficamos por três, que já é melhor que um.

A saída foi a hora combinada e lá nos fizemos a estrada N125, pois com a entrada em vigor de usas-pagas na via do elefante ex-IP1, achamos por bem não alimentar de forma injusta o monstro que é o nosso estado. Já basta a "mamagem" pelos impostos !!!

Bem politicas a parte, que não é para isso que  escrevo, chegando ao sopé da serra, fizemos um pequeno desvio para a barragem, pois mesmo sem chover ainda está com um bom volume. Claro que esta barragem ainda está em obras, mas já tem uns lugares porreiros para se fazer uns lanches. Após uns breves momentos de descanso e conversa, seguimos em direcção a Alferce e um pouco antes encontramos um caminho para as caldas de Monchique, logo viramos a esquerda e seguimos nesse caminho meio rural, que nos proporcionou umas vistas lindíssimas da serra Algarvia, não coloco fotos, pois tenho de lá ir de novo, mas, com uma máquina capaz, pois tenho de documentar tal local.

Seguindo para as caldas e apanhando a estrada até ao topo da serra a Fóia, lá já se fez sentir o frio do nosso inverno, caramba que mesmo antes de chegar ao topo já tinha descido a temperatura consideravelmente, as minhas pernas ao chegar picavam de tanto frio. Aqui ao lado uma foto do resto do pessoal que alinhou nesta pequena viagem. Os duros, do asfalto, sem medos do frio e dos enlatados !!!




Enfim chegando ao topo umas fotos e um cházinho bem quente, para aquecer a malta, nunca pensei que o chá fizesse milagres, mas acreditem que com aquele frio todo, algo quente sabe mesmo bem. Realmente quem quer pode, nesta altura já nem havia vontade de sair do café, mas havia que voltar, pois já se estava a fazer noite e a viagem ainda era demorada,  lá nos enchemos de coragem e de volta as montadas, para fazer o regresso.



Nesta foto já se sentia uns maravilhosos 5ºc, agora para baixo que aqui já não se pode ficar, ou ainda encontramos o Yeti !!!
E lá voltamos em direcção a Portimão e N125 de novo até chegar a casa.
Foram uns bons 200 Kms, segundo o Google Maps, mas o que é certo é que a malta divertiu-se e ficamos com vontade de repetir...




Aqui fica o mapa do itinerário se estiverem com vontade de lá ir...

domingo, dezembro 18, 2011

Brrrr...

Há já 2 meses que o rocket não trabalhava, e isso viu-se... Foi tentar o arranque durante uns 10 minutos, até o motor-de-arranque deixar de responder... Triste... Já sei que tenho que ter mais cuidado, mas a vida não tem sorrido, e hoje, o dia estava o mais frio de sempre do ano, e mesmo assim, saímos! Depois de o motor começar a responder (falta de combustível) arrancou e foi abaixo só uma vez, velas de iridium... Maravilha!! Engasgou um bocado nos primeiros 500 metros, e a partir daí, comportamento normal, grande máquina! Recomendo!
Mas deixemos os "disse-que-disse" e vamos aos "finalmente" (consultar Duarte Lima, não o criminoso, mas o actor de novelas brasileiro) o objectivo era um piquenique simpático, num local já conhecido. Mas o dia tinha começado a correr mal e iria continuar assim... Para a próxima levamos sandes, primeiramente levou-se chá quente dentro dum termo! Bem diferente da habitual mini, ou latita de super-bock, ou até vinhaça da boa como já tem acontecido. 
O tempo estava húmido, não havia lenha, pelo que tivemos que levar o material combustível, o que ocupou logo metade do espaço disponível! Grelha não havia, foi improvisada uma no local, mas a carne nunca chegou propriamente a grelhar, faltava um bocadinho "assim"... Felizmente era carne de vaca, se fosse porco não se conseguia comer, menos mal! No local existe uma cache (ver geocaching) mas parte da estrada onde se encontra ruíu, e procurámos, procurámos, e nada, foi o primeiro DNF do dia, a sorte parecia não querer mudar, mas acreditávamos que sim!
Com a continuação das queixas do enorme frio que estava, "dia mais frio do ano", "disparate tirar a mota com tanto frio", "vou morrer de frio", "não tens frio!?!?!", etc. lá continuámos para o segundo ponto de interesse, onde por acaso, (só por acaso) residia outra cache. Já tínhamos visitado o local anteriormente, e pensávamos nós que o sobreiro era um outro numa rua mais acima, este como fica num plano inferior, passa despercebido, mas afinal era mesmo este, IMPONENTE, é o mínimo que se pode dizer, e parece ainda maior uma vez que não lhe tiram a cortiça seguramente há muitos anos.
Ao contrário da anterior cachada, esta saltou quase imediatamente para as mãos, como se pode ver na foto, o esconderijo não é muito original, e sem dicas torna-se dificil de encontrar, mas lá apareceu. Mais dificil, ou mesmo impossível foi arranjar uma caneta para preencher a data, porque os locais têm portas de casa abertas, o carro com o motor a apanhar Sol (medida bizarra) mas material de escrita, nada...
Continuámos a viagem, mais uns quilómetros para carregar a bateria, e exercitar o corpo musculado de 43 cavalos, até ao concelho de Ílhavo, passando pelo de Aveiro primeiro, ruas vazias, centros comerciais cheios...
Parámos à frente do farol, que tem uma história engraçada (consultar) e é o maior farol de Portugal, como se pode ver pela imponência na fotografia. Nas imediações existe uma cache, que também foi "papada", mais rápida teria sido se não houvesse tantos "muggles" por perto. Aproveitámos para consumir um crepe quente, apelidado na zona de "tripa", matando assim o frio.
E lá arrancámos, que o Sol começou a pôr-se e ainda tínhamos caminho a percorrer.
A praia da Costa Nova era o próximo destino, como documenta a fotografia, mas o frio apertava ainda  mais, e a paragem foi rápida. No entanto deu para constatar que essa conversa que por aí anda de "crise" é um bocado perniciosa, é que neste passeio vislumbrámos 5 Porsches, 1 Jaguar, e uma panóplia de veículos, (que apelidámos "carro-da-crise") que apesar de serem carros de marcas ditas normais, custam o mesmo que um apartamento. Há portanto não propriamente uma "crise" geral, mas sim um fosso cada vez maior de rendimentos, entre os que mais ganham e os que ganham miseravelmente, estranhamente num País com governação "socialista" durante os últimos anos. Como seria se estivessem lá não-socialistas...? 
Talvez o mesmo, porque claramente a ideologia é coisa que não assiste a política (já lá vai o tempo) é que há deles que agora são de "direita" e não muitos anos depois passam a ser de centro-esquerda, e vice-versa. O que dá que pensar, já que um ser humano que tem uma filosofia de vida, não acorda um dia e muda completamente para uma filosofia completamente oposta! (A menos que seja caso psiquiátrico, ou haja "interesses" associados a essa mudança)
100 Km, belo passeio com muito frio e alguma fome à mistura, sabe bem sentirmo-nos vivos!

quarta-feira, outubro 19, 2011

domingo, outubro 16, 2011

Romaria...

Bom, isto hoje foi levantar cedo bem cedinho para acompanhar a malta a uma romaria, ou espécie de, lá para os lados de Mortágua! Devo dizer que a localidade em si tem muito pouco que se veja, mas o trajecto que fizemos, sempre por serra, é bonito, e tem ciclistas aos magotes... Deixei a companheira de viagem perto de um agente da autoridade, que teve uma trabalheira durante todo o dia a tentar orientar o pessoal que tentava fazer a ravina por detrás da mota, é que a entrada é por ali, mas a saída é por outro lado, tudo o que era carro de tracção às duas rodas apenas, tinha que ganhar balanço na parte debaixo do barranco para conseguir chegar lá acima. E como qualquer tuga que se preze, é claro que não se fica em outro lado senão EM CIMA do local do piquenique, é pecado!
Eheheh olhem lá ali a bixinha a espreitar! Esta é a vista da descida. No final acho que levei 500 gramas de poeira em cima dos bancos.
Quanto à festa, havia uma feira de especiarias (disse alguém) que se resumia a um sujeito de considerável idade, com pimenta, piri-piri, colorau, cravinho e cominhos à venda... Sendo que quando tentámos comprar deste último usou a colher do colorau para meter nas especiarias todas, depois cheirar, e no final concluir "cominhos, afinal, não tenho!"...
Enfim. Seguiu-se a churrascada do costume, com a presença de um animador sócio-cultural sem curso, numa mesa ao lado, ao tradicional estilo português, um copo de vinho basta para uma tarde a falar bem alto para todos ouvirem, algumas graçolas pelo meio, mas acima de tudo, boa-disposição.
No regresso, não toquei na duas-rodas, o tradicional "dá-me dá-me" ouviu-se de forma silenciosa, e pronto, assim foi, viemos sempre na maluca (30 Km por hora...) por aí fora, curvas a direito, ah! E mais ciclistas!
Claro que durante o repasto ainda houve lugar para os tradicionais comentários políticos, de uma mesa ao lado, em que curiosamente alguém disse, possuindo a idade de quem viveu nesse tempo "no tempo do Salazar, havia miséria, mas ele também não vivia à grande, como agora se vê...". É uma opinião, que deixo aqui, independentemente de concordar.
Agora, o que é verdade é que tirem-me o ordenado, despeçam-me, tirem o subsídio do que quer que seja, tirem-me o orgulho de ser português, a vontade de respirar, o sono, mas ninguém me tira a Mãe que tive e o orgulho que tenho nela, e se fosse viva, hoje fazia anos. PARABÉNS!!!! BEIJINHO GRANDE!! :o)

sexta-feira, setembro 30, 2011

Alfusqueiro it is!

À falta de actividade, juntou-se o facto de a "bichinha" estar parada já há demasiado tempo, então assim foi, voltinha curta, até ao Alfusqueiro, mas com história.
Esta imagem representa o açude onde existe mais água, e permite o pessoal ir a banhos, numa espécie de gigantesca piscina de rio. Com o calor que ainda faz neste mês de Setembro, um banho aqui é uma pequena maravilha, sendo que durante a semana como era o caso, o local esteja vazio, já acabaram as férias a muita gente, excepção feita aos desempregados...
Na fotografia à direita consta a "bichinha" em primeiro plano, e a ponte do Diabo ao fundo, história que não resisto em contar aqui! Então reza assim:
"O diabo da ponte do Alfusqueiro

Em tempos que já lá vão, por aqui viveu um homem muito rico e que tinha terras em ambas as margens do rio Alfusqueiro junto ao Caramulo. Sendo, também, muito sovina, nunca se tinha dado ao trabalho de mandar construir uma ponte. E, assim, sempre que queria ir a até às suas propriedades do outro lado do rio, via-se obrigado a procurar um vau. Numa certa noite de violenta borrasca bateu-lhe à porta um visitante negro vestido, pedindo-lhe guarida. O rico senhor deixou-o entrar, ofereceu-lhe jantar e cama como o visitante acedesse, conversaram em quanto comiam. Até que o nosso homem resolveu contar o seu problema àquele desconhecido. Este logo se prontificou a resolver a situação: mandaria chamar as suas legiões de empregados, e em pouco tempo, até à noite de Natal, a ponte estaria terminada. A obra não custaria um tostão ao seu hospedeiro, mas em troca este teria de assinar um contrato com sangue da sua veia do coração, no qual se comprometia, quando morresse, a deixar a sua alma ao visitante.
E claro que o homem logo compreendeu que o visitante de negro,outra não era senão o diabo.
No entanto, e por ser muito avarento, achou melhor manter o trato. Assim, a ponte foi ficando cada dia mais completa. Mas o homem em vez de ficar contente, cada vez se sentia mais angustiado. Quando os lacaios do diabo acabassem a malfadada construção estaria irremediavelmente perdido!
Um dia, caminhando ao longo do rio Alfusqueiro embrenhado em terríveis pensamentos apareceu-lhe uma velha que ele não conhecia dali. Acabou por lhe contar o motivo das suas preocupações e a velha lembrou-lhe que deveria cumprir a sua palavra, uma vez que o diabo não tinha falhado.
Como o homem ficasse ainda mais aflito acrescentou, então, que lhe parecia não ser forçoso que o diabo conseguisse terminar a sua obra. E, segredou-lhe um estratagema ao ouvido. Na noite combinada, Noite de Natal, um pouco antes da meia-noite, dirigiu-se o homem à capoeira: e pé ante pé, silenciosamente, evitando provocar qualquer ruído. Retirou um ovo e foi até à beira do rio, ao sítio onde estava a ponte. Pegou nele e arremessou-o de tal modo que ele caiu antes do diabo ter colocado a pedra de fecho. De dentro do ovo saiu um belo galo que logo ficou a cantar. O diabo, pensando não ter terminado a obra aprazadamente, fugiu e nunca mais foi visto por aquelas bandas.
E, foi assim, graças àquela velha, que o rico senhor percebeu que, por ser avarento, por pouco tinha vendido a alma ao diabo."