É engraçado tentar imaginar esta imagem com um deslocamento no tempo. Como seria poder confrontar alguém do século XV com uma imagem capturada a partir de uma máquina fotográfica digital, já com efeito de monocromático azul ... E depois, a máquina em si (moto) e a obrigatoriedade de usar capacete, em tempos que a segurança era algo que não tinha qualquer tipo de importância, ou valor, caso contrário, nada tinha sido feito em prol dos descobrimentos, entre outro. Valores que antes eram e agora não são, e outros que o são hoje, sem nunca o terem sido antes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Sagres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sagres. Mostrar todas as mensagens
domingo, outubro 18, 2009
Sagres - Fortaleza
É engraçado tentar imaginar esta imagem com um deslocamento no tempo. Como seria poder confrontar alguém do século XV com uma imagem capturada a partir de uma máquina fotográfica digital, já com efeito de monocromático azul ... E depois, a máquina em si (moto) e a obrigatoriedade de usar capacete, em tempos que a segurança era algo que não tinha qualquer tipo de importância, ou valor, caso contrário, nada tinha sido feito em prol dos descobrimentos, entre outro. Valores que antes eram e agora não são, e outros que o são hoje, sem nunca o terem sido antes.
Sagres - Fortaleza (com dureza)
Segundo se conta, Sagres herdou o nome do antigo Sacrum Promontorium, forma pela qual era conhecida a extremidade sudoeste do barlavento algarvio e em particular o Cabo de São Vicente, na Antiguidade. Existia a crença de que era aqui que os deuses se reuniam durante a noite, vindo gente de muito longe para, durante o dia, realizar vários rituais. Autores antigos referem o local como estando ligado ao culto de Saturno e Hércules.
Difícil de determinar, com precisão, a data inicial da construção da fortaleza e das suas muralhas, indicando-se como data mais provável o ano de 1443, data em que D. Henrique, filho do Rei D. João I, recebeu da parte do seu sobrinho, D. Afonso V, a região de Sagres para nela edificar uma Vila, destinada a prestar apoio à navegação que cruzava estas águas.
A Fortificação, que recebeu grandes obras durante o Século XVI, foi fortemente danificada pelos ataques de Francis Drake, corsário Inglês, em 1587, bem como pelo Terramoto de 1 de Novembro de 1755.
No centro da praça foi descoberta uma figura geométrica desenhada a pedra tosca, no solo, semelhante à estrutura de uma rosa-dos-ventos, formada por 32 raios. Pelo facto de terem sido encontrados nesse local algumas moedas do reinado de D. Afonso V supõe-se que este vestígio é contemporâneo do Infante D. Henrique.
Já agora, e numa época em que se fala tanto de globalização, eu gostaria de deixar claro, que esta teve início no século XV, com os descobrimentos portugueses, fomos nós que levámos os africanos para o Brasil, que trouxemos as especiarias do oriente, o chá, e distribuímos a nossa cultura pelos cantos do mundo, bem como trouxemos a cultura dos outros (que sempre soubemos acolher e estimar) para o nosso pequeno cantinho.
Forte do Beliche
Este Forte, consagrado a Santo António, foi construído nos reinados de D. Manuel ou de D. João III, em data não determinada, no entanto é anterior a 1587, uma vez que se encontra desenhado no mapa desta região aquando do ataque de Francis Drake (os "bifes" sempre gostaram do Algarve). No interior existe uma capela cujo orago é Santa Catarina.
A entrada da estrutura ostenta um escudo com as Armas Reais, e uma inscrição datada de 1632 que faz referência à reconstrução do Forte nesse ano.
O terramoto de 1755 causou-lhe grandes danos, tendo sido progressivamente abandonado.
Farol do Cabo de São Vicente
A primeira vez que aqui vim (já lá vão uns anos valentes, era Verão e na altura o transporte era um Fiat Uno, grande carro, nunca nos deixou ficar mal) interroguei-me como seria possível haver um negócio tão extenso de casacos e camisolas de lã, e ponchos. Questão esclarecida, quando se passa nesta zona noutro mês que não Julho/Agosto !
Momentos antes do pôr-do-Sol, as pessoas juntam-se em cima das pedras, aguardando que o Sol desapareça no horizonte, e quando isso sucede, assiste-se a um efusivo festejo acompanhado por gritos, palmas, etc. .(nunca antes tinha visto tal coisa)
Sagres - Itinerário
Desta vez a viagem foi mais longa, há que aproveitar enquanto não chove. Optámos novamente por trajecto isento de auto-estrada, para aproveitarmos as "pasteleiras" em pleno, com uma paragenzinha aqui, outra ali ...Segundo os mapas da Google (por falar em Google, estes mafiosos cortaram-me a publicidade, "estranharam" que eu tinha passado de zero acessos para alguns acessos de vez em quando, considerando que ponho assim em risco os seus "clientes" publicitários, vá-se lá entender) são 118 Km, 2 h e 15 m até ao cabo de São Vicente, obviamente que a viagem de regresso terá de ser somada, perfazendo um total de aproximadamente 236 Km, 4 h e 30 m.
E assim fomos .... Vrummm Vrumm
Subscrever:
Mensagens (Atom)