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sábado, maio 01, 2010

Maios

Já vamos falar de motos e passeios, mas primeiro, e porque hoje é o dia que é ...
Os "Maios" e "Maias" (para quem não sabe) são uma tradição já quase esquecida em alguns pontos do país mas continua a ser festivamente comemorada como um símbolo da vitória da Primavera, o despertar da vida sobre o frio e áspero Inverno. No dia 1 de Maio, nas ruas do Montenegro (Faro) e na localidade de Bias, (Olhão) em plena EN125, enchem-se de Maios e Maias confeccionados com mestria, bonecos na sua maioria feitos à mão ainda por pessoas idosas, do tempo em que as Festas das Maias eram mais movimentadas e críticas, o que está a voltar a acontecer com muito entusiasmo.
Cada um dos bonecos representa as vivências da região. Gostei particularmente deste "colega".
Na região algarvia a Maia era personificada por uma boneca feita de palha de centeio, farelos e trapos, vestida com traje branco, cercada de flores. Mais sobre os maios.
Na minha zona isto não acontece, mas por aqui, no dia 1 de Maio sai tudo à rua em manifestações quase espontâneas e vai tudo virado a fazer piqueniques por aí. Campos agrícolas que costumam esta apenas lavrados, hoje porque tinham um lago ou tanque, passou a haver grelhadores, automóveis, TENDAS, mesas, cadeiras, de tudo um pouco ao estilo acampamento ! 
Como seria de esperar o Pêgo do Inferno não podia ser excepção, e já passa por lá muita gente de fato de banho a tomar banho completo como se fosse o pico do Verão. Fica em cima a bonita paisagem que se tem no local, e à esquerda a equipa de hoje, fotografada logo após um controlo "policial", feito através de telefone móvel ... 
Bom, vamos ver se da próxima vez que for à procura da Quinta da Parra para tirar fotografias à Alfarrobeira de 600 anos, não é preciso dar 5 voltas aos semáforos de Alfandanga !

sábado, março 06, 2010

Graffitis: arte de rua ou vandalismo ?

Bom, numa época em que entram palavras para o nosso vocabulário, como "blogar", "twitar", "googlar" e outras sem jeito nenhum, não entendo porque razão os graffitis continuam a fazer parte dos actos de vandalismo, enquanto o vandalismo da língua é reconhecido com toda a naturalidade. Esta arte de rua que remonta (segundo a wikipédia) a 1920, ainda hoje não é reconhecida como tal, no entanto, o twitter com 4 anos apenas, já faz parte da língua com um verbo reconhecido ...
Já agora, vale a pena dar uma vista de olhos por algumas das obras que conseguimos fotografar em Faro, Olhão e Loulé. Creio que o problema é a forma como os graffitis são feitos, e locais aplicados, se fossem reconhecidos como um meio de caracterizar e embelezar determinadas zonas de cidades, senão vejamos Bruxelas que já aderiu a uma tipificação em formato BD de algumas zonas da cidade. Bem visto o blog referido na link, esta é uma maneira de tornar uma cidade mais acolhedora, agradável, interessante e claro, bonita, desde que com algumas regras.