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segunda-feira, outubro 18, 2010

Almodôvar!

Já passava das duas da tarde e a malta pensou "que é que há para fazer hoje ? (NADA) OK, vamos gastar pneu!" e assim foi, lá fomos, 163 Km pela Nacional 2 até Almodôvar, devo dizer que está um frio de meter inveja à zona Norte do País, e os camiões da empresa municipal que deixavam a estrada toda besuntada de "lixiviado" (termo técnico para a porcaria que iam deixando pela via, segundo os próprios responsáveis) já alteraram o procedimento após uma série de correios que mandei, fico contente. Falta agora a Câmara de S. Brás resolver o problema da dezena de gatos abandonados na Fonte Férrea.
Para quem anteriormente era só pendura e agora também conduz, há a referência de que as viagens são mais agradáveis, há é mais trocas e paragens... 
Não resisto em publicar aqui uma pérola da sinalização portuguesa, as Estradas de Portugal (talvez por causa do buraco financeiro) têm vindo a "brindar-nos" com coisas destas. Embora não tenha grande importância, todos os sinais têm o objecto interior orientado para a esquerda, esta bovino foi apanhado invertido horizontalmente, mas já vi bovinos anões, outros que devem tomar vitaminas, e há uns tempos, na estrada de Marmelete constatei que apesar da sinalização que proíbe a ultrapassagem, toda a estrada está pintada com traço descontínuo, obviamente que prevalece a sinalização vertical, mas dá ideia do desleixo de quem trata da sinalização.
Paragem obrigatória no miradouro da Serra do Caldeirão, que está referenciado como sendo no Ameixial, e no marco 666, que demonstra mais outro serviço "daqueles", foi pintado à pressa e os números escorrem, até parece sangue o que nem lhe fica mal, mas se tivermos em atenção que é um marco de estrada não me parece correcto as E.P. irem para lá fazerem rituais satânicos! C:o)
A passagem por Almodôvar foi curta, infelizmente não há muito para ver, e isso fica bem claro quando ainda há dias se viu uma reportagem acerca do ensino e abandono escolar. 
O dinheiro vai todo para Lisboa, e estas localidades ficam desertas, não havendo mais do que pequenas empresas familiares, algumas a produzir pão, outras enchidos, neste momento no Sul do País só existe um matadouro em Beja que pelos vistos vai fechar, mas isto quando fizerem o T.G.V. vai ficar bom, os porcos vão ao Montijo e voltam já em chouriços em apenas minutos! (NOT)
Uma referência neste passeio é a paisagem, sempre deslumbrante, que na Primavera quando está tudo florido ainda fica melhor, tanto na Nacional 2 como na estrada de regresso, onde passámos por estes gigantes, desta vez sem nevoeiro a escondê-los. Entre este ponto e Benafim encontram-se vários parques de merendas um dos quais com uma vista esplendorosa. A partir deste ponto começou o frio a sério. 
Parámos no restaurante Hamburgo, em Benafim, para um galão quente e uma vista de olhos a uma gaiola gigante com pássaros, dos quais, caturras, "caixas registadoras" (mandarins) e periquitos!
Regresso, já com muito frio, assim que se entra na Nacional 125 e se deixa as "estradas de província" começa-se a ver os disparates, os costumeiros "chega para lá" e "eu tenho prioridade que sou maior/tenho um BMW/Mercedes/Audi", "está verde tinto", "limite de 70 ? Deve ser em metros/segundo e não Km/h!"...

terça-feira, junho 22, 2010

Easyriders pela 124, com novo pendura e novo "rider" !

Bom, isto com as obras para o lado de Loulé, o caminho mais acessível para se chegar à EN 124 é pela EN 2, em direcção a Barranco do Velho, seguindo depois pela via pretendida. Arrancou-se cedo hoje, e devo dizer que uma estrada que é património (EN 2) é actualmente local de passagem para dezenas de camiões carregados de lixo, que vão a escorrer aqueles líquidos mal-cheirosos, e a manchar a bonita estrada em todo o trajecto, curiosamente a via de regresso não se encontra manchada, o que explica o sucedido ... É triste o tratamento que se dá às coisas ...
Em Barranco do Velho, o pendura trocou para motorista (após longa prosápia reclamatória) e o motorista para pendura, como comprova a imagem, em movimento (aquela manápula não é minha, e estava morta para ir mexer naquela manete !! Foram mais de 80 Km !)
Devo dizer que não entendo como há gente que reclama por ir no lugar do pendura ... Primeiro, um gajo vai a admirar a paisagem, segundo, não tem stress nenhum, porque por muito apertado que veja o motorista, não pode fazer mesmo nada a não ser bater no capacete, (também não dá grande resultado) terceiro, pode ir a resmungar o caminho todo, por causa do banco, por causa do Sol, por causa do vento, por causa do caracol que está atrás a fazer sinais de luzes para se andar mais depressa, etc. !
Chegados a Benafim, aproveito para colocar aqui a foto de uma pedra com painel de azulejos, com uma oração à árvore, que era bom ter em conta, e passar às gerações futuras, há que poupar (e basta isso, poupar) o que existe, para que essa biodiversidade se mantenha de futuro.
Tal como já foi referenciado aqui, este parque de merendas tem excelentes condições, um gigante sobreiro que dá uma bela sombra, a qualquer hora do dia, uma churrasqueira, e instalações sanitárias que permanecem funcionais, ao contrário de outros parques que já têm sido visitados ! Pela imagem entende-se a dimensão do sobreiro, e o enquadramento que tem no local. Pode ver-se a "montada" e o piloto que a trouxe até aqui, preparando-se para um momento de repouso após visita às tais instalações que referi.
Seguimos viagem virados a Silves, e a melhor maneira de descrever a sensação da viagem, é olhar aí para o Jack Nicholson à pendura do Capitão América ! Encontram-se muitos colegas "motards", que cumprimentam de passagem, e há que ter cuidado com aqueles moços que na EN 124, não vêem indicações nas rotundas e metem por Messines, atrás de um funeral ...
Quem vê passar o veículo, fica a olhar, como aquele (velhinho) anúncio à Diane Nazaré.
Chegados à barragem do Funcho, que se pode ver ao fundo a albufeira, por detrás do banco em que o "rider" tira um (merecido) descanso, travámos conhecimento com 2 estrangeiros que estavam a percorrer os trajectos pedestres existentes, curiosamente parecem aproveitar/gozar melhor aquilo que temos, do que nós próprios ... A paisagem é única, indescritível.
Para finalizar, uma imagem do chamado "rocket prateado", estacionado à beira da estrada, antes de seguirmos caminho até à barragem propriamente dita, o que me leva a um comentário mais mordaz. Para que serve o instituto da água, se afinal deixa cair arribas em cima de seres humanos, e a barragem e zona limitrofe aparenta estar ao abandono ? A estrada de acesso está em risco de desmoronamento, autêntico ... Uma enorme placa de xisto solta por cima da cabeça de quem passa, e o trajecto de continuação, encerrado ao trânsito, em suma, tivemos que fazer todo o caminho de volta !
Experimentámos uma sensação única. Uma árvore florida com cerca de 3 metros de altura, com MILHARES de abelhas a colher pólen, aproximámo-nos para ver de onde o zunido vinha, (ao estilo da porcaria das vuvuzelas no mundial, que aquilo já cheira mal) e parando e observando com atenção, a árvore era verde, mas com milhares de pontos negro/amarelo móveis ! 
  No regresso para casa parámos na Guia, e insisto, temos um país de bárbaros ao volante, ele é ultrapassagens pela direita, em traço contínuo sem visibilidade  nenhuma, em locais com faixa separadora (sem espaço para a ultrapassagem e um típico "chega pra lá") ... Mas nós é que levámos com um papelinho na mota,  referindo que estava mal estacionada porque não estava no local próprio para o veículo em causa, e que para a próxima é favor ter mais atenção. 
Devo dizer que eu só queria deixar a mota à sombra, mas sendo assim para a próxima estaciono num lugar de carro tal como é meu direito, uma vez que pago mais selo que um Mercedes, e não coloquei ninguém em risco, ao contrário do que descrevi anteriormente ! c:o)

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Benafim e o parque de merendas.

Desta vez o passeio foi até ao parque de merendas de Benafim,  o local foi inaugurado em Julho de 2009 e ainda está nas mais perfeitas condições (ainda não foi descoberto pelos vandalos).


Gentilmente protegido por um enorme sobreiro centenário, proporciona uma agradável sombra durante os dias de calor e protege do vento nos dias de mais frio, nesta altura está carregado de bolotas, um dos duros lembrou-se de apanhar algumas para levar para casa e lá teve de encher um saco.


Nesta foto podemos identificar o assador tipo barbecue (ao centro) e à direita os lavabos (ainda novos), por trás dos lavabos também está uma oliveira, está tudo composto para uma bela tarde de convívio e o passeio de mota para compor o resto do dia.


 Por sinal hoje estava um frio de rachar para andar de mota, mas, não foi por isso que se ficou em casa.
- Duro que é duro, não fica em casa pelo termómetro estar em baixo!

+76km