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sexta-feira, junho 08, 2012

Ir e vir... Para nada...

Fui numa roda e vim na outra, curiosamente a Alice fez nas últimas semanas mais de 15% do total da quilometragem, e sabem o que digo? Compreendo perfeitamente quem faz longas viagens e/ou anda permanentemente de mota, a viagem é bem menos cansativa, e tem o seu quê de calmante, e é precisamente o que preciso neste momento.
Para TODOS aqueles que se queixam da vida que levam, sentem-se, com uma garrafa de tinto aberta (preferência alentejano/douro) ou outra licorosa de preferência, e experimentem imaginar a vida, tirando uma a uma todas as coisas que gostam, no final, pensem novamente nas queixas que tinham, afinal, não estão tão mal assim...
Hoje vi na EN2  uma iguana, 3 cobras, 2 ouriços caixeiros em plena sessão de sexo no meio da estrada, e um infeliz texugo, que teve menos sorte.
Dá-me gozo, acelerar a mota à frente de um tasco típico, ou de um banco cheio de idosos. Não gosto, quando no meio de uma curva, depois de arrancar, engreno 2ª e apercebo-me que estou em ponto morto...

+1012

quarta-feira, maio 16, 2012

O regresso a casa

Bom, a triste realidade é que a mulher me despachou, dizendo que está enjoada de mim, não admira, quem a vida toda quer gelado de chocolate com uma bola, com uma diversidade de sabores à escolha! Mas isso não interessa nada.
Fiz-me à estrada de manhã cedo com meio copo de leite, encher o depósito com desconto, onde (e já que exigem que as motas paguem antecipadamente) fiz questão de deixar a chave e o tampão com a funcionária, que ficou algo envergonhada com a minha pretensão que guardasse aquilo. Em pouco tempo estava no IC2 virado a Sul, que aparentemente é o local onde ainda posso chamar casa.
Trouxe comigo a máquina fotográfica analógica, razão pela qual não há desta vez fotografias, eventualmente quando as revelar e se ficarem boas, serão digitalizadas e aqui colocadas.
Constatei que vivemos num país muito estranho, antigamente tínhamos uma estrada boa chamada IC3, agora, "dinamitaram" uma parte dessa estrada, deixou de existir, e o restante passaram a A13 e paga-se para lá andar. Isto faz sentido?
Parei em Almourol para fotografar, junto ao marco 666, para fotografar e fazer uma cache, junto a uma estátua de uma menina (nem sei bem onde).
Devo dizer que apesar de cansativo, é mais fácil fazer os 506 Km de mota que de carro, e fui pelas curvas todas da E.N.2.
Recomendo a funcionária do Pingo-doce da Chamusca, porque apesar de ter errado na carreira (exceptuando a altura podia ter sido modelo)  é uma simpatia e ofereceu-me o queijo que comprei!
A parte aborrecida na viagem é o planeamento onde colocar combustível, e no meu caso estava com algum receio de me meter pela serra, já no final da viagem e ficar com o depósito seco a meio.
Ainda vi um camião de frente quase a entalar-me, foi apenas um momento radical em cima da ponte de Coruche, e descobri também que há curvas da E.N. 2 que se fazem a 90 a fundo, todo deitado no charuto. Há zonas do pneu que travaram hoje conhecimento com o asfalto pela primeira vez!
Apesar de estar um dia de calor intenso, ao chegar à serra transformou-se em frio, tanto que o compal fresh de maracujá que tinha e estava já intragável no Torrão (Alentejo) já estava fresco para o final da viagem.
E agora que cheguei a casa vou tomar um banho e descansar, porque acho que mereço, no meio deste mundo que só me apetece dizer:
"Cruel is the night
That covers up your fears.
Tender is the one
That wipes away your tears.
There must be a bitter breeze
To make you sting so viciously
They say the greatest coward
Can hurt the most ferociously.
But I'll show you something good.
Oh I'll show you something good.
If you open your heart
You can make a start
When your crumbling world falls apart."

+506

quarta-feira, março 16, 2011

Meteorologistas, essa raça...!

Bom, caros amigos, desta vez não há fotos, porque não houve oportunidade, no entanto esta é a maior viagem de sempre (mais de 500 Km) e diria que soube a pouco, o gosto pelas viagens mais longas parece ter vindo para ficar. Tal como muitas outras, também esta foi planeada ao pormenor, no entanto, o título diz tudo, fui ver a previsão do tempo para o país todo, estava "porreiro", fui buscar a moto a casa de um amigo onde já estava há mais de um mês, local considerado mais seguro que a minha garagem, local onde o vizinho por sistema costumava pregar com a bicicleta em cima do guarda-lamas, sem assumir a culpa... Mas é assim, alguns acham estas atitudes normais, (eu acho apenas demasiado comuns) outros cansam-se e passam-se e resolvem logo a coisa, mas aqui como há mais agravantes, optou-se por outra solução. 
Assim, e tal como referia, por volta das 10 arrancámos para uma agradável cruzada, paragens para abastecer, devo dizer que a média foi bastante boa, tinha dois jerrys um de 20 lt outro de 10 lt ambos meio cheios, que foram esvaziados durante a viagem.
Vamos agora ao que interessa, bom tempo para todo o país, era essa a previsão, assim que cheguei a Santarém começou a chover, e só parou em Coimbra... Obrigado aos astrólogos do tempo, acertam tanto como os outros!!
Devo dizer que a condução de uma chopper (pelo menos da minha) deixa de ser agradável assim que se entra na auto-estrada, (e desta vez tinha os pneus cheios, antes que venha alguém fazer a pergunta) aos 120 Km horários, parece que se rola em cima de uma batedeira daquelas dos bolos. Mas a viagem em si, posso dizer que é mais aprazível de fazer do que de automóvel e eventualmente mais rápida, uma vez que não se fica atrás dos chamados "puxa-empurra" que parecem ocupar a estrada só porque não tinham mais nada para fazer naquele dia.
A partir deste "post" as cruzadas vão passar a ser feitas noutros reinos, que não o do Algarve, mas igualmente interessantes, como veremos.
P.S.: Afinal, consegui uma foto, daquilo que alguém em Alpiarça designou por "A melhor casta"!!