quarta-feira, março 23, 2016

Alice, meu amor!

Olá a todos! Após um interregno de alguns anos, não porque tenha havido qualquer problema, mas por questões pessoais das mais variadas, este blog não tem sido actualizado. Muita coisa mudou, deixei o Algarve fisicamente, vendi a casa, terminei um mestrado, enveredei num doutoramento, emprego ainda nem vê-lo, mas como é comum dizer: «'Tá-se bem!»
A casa foi vendida em Julho, altura em que deixei a Alice sob os cuidados da Vanda e do Edgar, o par de Nhó-nhós ficou assim incumbido de tomar conta dela, achava eu que por 1 ou 2 semanas, mas as coisas complicaram-se e só agora, quase 8 meses depois é que consegui rever a minha fiel amiga. Foi o delírio! Ambos chorámos com o reencontro, ela até ronronou! E mesmo depois de todo este tempo parada, carregada a bateria, pegou à primeira! Seguiu para a revisão, que já devia ter sido feita em Dezembro. O tratamento na oficina foi impecável, ainda tive direito a lavagem e a uma proposta indecente, tentaram comprar-me a Alice, dizem que meninas como ela têm muita saída! Eu sei! Se não fosse uma gaja boa não estava 'comigue' (como se diz na minha terra)! A foto acima é do trivial, delicioso momento de ócio nessa grande instituição, que tem a sede má linda do mundo, o MCF (Motoclube de Faro).
Terminado o café, vamo-nos despedir da praia de Faro, local que já não vemos há muito (demasiado) tempo, e não sabemos quando teremos a oportunidade de voltar... :'(
Água límpida em dia de vento, obras e um delicioso aroma a maresia. Prometo voltar!
E os dias foram passando e estas minhas férias foram chegando ao fim, não sem ter feito umas incursões pela cozinha com um excelente caril de frango, e uns pregos no dia seguinte que desapareceram num instante. Ainda não perdi o jeito, aparentemente...
Bom, terminadas as férias havia duas hipóteses, deixar a Alice novamente, ou rumar com ela a Norte, ficaram confusos? Eu não! Lá fomos os dois por essa estrada fora! Numa  de papa-léguas, mas não sem antes carregarmos dois folares tradicionais algarvios (infelizmente não consegui comprar folar de chocolate, estava esgotado :( ) e dois pães caseiros (em Almodôvar comprei outro pão caseiro e um chouriço, mas já lá vamos). Complicado foi chegar à EN2 para seguir viagem, já que Faro está em obras para terminar a variante e fecharam-me o acesso, tive que ir dar a volta turística. Coisas... Depósito cheio, bexiga vazia, EN2 pela frente, serra do caldeirão aqui vamos nós! Vrrruummmmmmmm! Paragem obrigatória na fonte férrea para uma foto de despedida. No trajecto encontrámos ciclistas, viajantes de bicicleta e atrelado cheios de tralhas, e carros (big mistake, esta estrada não é para enlatados!).
 Tristemente o marco 666 foi vandalizado... E há pela estrada obras em barda, com os típicos buracos de lado a lado um palmo de escavação e no fundo gravilha, muita gravilha, excelente para se dar um monumental malho, é o País que temos, mas eu não me conformo com isso. Entre Ferreira do Alentejo e Torrão o lagar de azeite destilava à grande, é giro passar com a Alice a ronronar por essas simpáticas localidades alentejanas e a malta ficar a olhar como se de um tapete voador se tratasse. Não é, é melhor que um tapete voador! E ler nos olhos enterrados naquelas caras encorreadas: "ahhh, se eu fosse mais novo...". Pois é amigos, já não sou assim tão novo, mas há que aproveitar enquanto a saúde o permite, e o momento para se viver não é amanhã, é hoje, é agora!
Chegado a Montemor-o-novo, desta vez achei que devia, apesar de não conhecer ainda este troço, seguir pela EN2, era imperativo! Enchi o depósito, não havia aditivada (tristeza!), a Alice fartou-se de resmungar, mas infelizmente pouco se pôde fazer.
Este troço, que eu nunca tinha feito, é tão bom como o outro, só ficou confuso na Sertã, mas já lá vamos...
Em Mora parei para lanchar e telefonar à Maria, foi difícil achar uma pastelaria, mas lá consegui, e marchou uma bela bola-de-berlim, cuja massa tinha toques de canela e o molho era algo agridoce, empurrada por um maravilhosamente tirado galão. Pequenos luxos.
Passei no "peixanário", como diria o falecido António Feio, também conhecido por fluviário. Tenho que cá voltar para entrar, desta vez não deu, íamos com alguma fome de quilómetros, e este troço da EN2 faz-se de punho virado, no limite que o anjo-da-guarda permite. E... Descobri o "Cabeção", devo dizer que também passei na "Picha" e em "Cansados", vá-se lá saber em que pensava esta gente quando deu o nome à santa terrinha... :)
Foram 460 km de EN2, porque próximo de Góis o cair da noite e a falta de marcação da via complicaram (e muito) a condução, juntamente com o frio, decidi rumar à Lousã -> Coimbra e continuar em estradas mais movimentadas. Percebe-se à noite, e pela falta de iluminação a desertificação a que o interior está votado. Tristemente. Ainda deu para apanhar uns sustos, um com estrada esburacada e gravilha, um par de cães abandonados que ao desviar-me de um, por pouco não acertei no outro, em Abrantes decidiram fechar a ponte, pautando-se numas horas à espera nas filas, e num momento de pouca lucidez enquanto me esticava para ver a fila ia deixando cair a Alice... Por último, na serra, sem vivalma por perto ouvi um estoiro no pneu de trás, felizmente foi uma pedra e não um furo, tinha sido mau, nem um candeeiro para amostra, nem uma casa, nem movimento, ficávamos sozinhos no meio de nada. 
Este troço da EN2 tem paisagens esplendorosas, dignas daqueles livros de promoção turística (como a que publico aqui, com os respectivos direitos de autor, uma vez que não é minha), ou até mesmo de filmes como "O Senhor dos Anéis", é a barragem do Cabril.460 km da EN2 conhecidos, falta só o troço entre Castro-de-aire e Chaves para ficar completo, e depois, um dia, proximamente, pretendo fazer tudo a eito, nuns 3 ou 4 dias para poder ver, fotografar e saborear toda esta estrada que é a terceira maior do mundo, só ficando atrás da Route 66 americana e da Ruta 40 na argentina!
Até já!







sábado, maio 25, 2013

Cacela... a velha...

"Off a go then", frase típica de Warcraft, e assim foi, acordei cedo e lá fui fazer uns quilómetros para limpar a carga emocional adquirida ontem... Há momentos em que me sinto profundamente deslocado ou a viver uma realidade alternativa, quase como se estivesse a assistir a um desfile de gente nua, e ouvir as pessoas à minha volta a comentar a qualidade e beleza dos vestidos... Pensei em ir para Oeste, mas já me falta a paciência, particularmente com a via do Infante "fechada" limitando as distâncias. 
Fui para Este, a última vez que estive em Cacela as fotografias tiradas "perderam-se" e decidi levar um modelo fotográfico mais fiável, chama-se levar a minha própria máquina! Dia encoberto, as barbaridades do costume na estrada, ultrapassagens na queima, e depois enfiar-se na primeira estrada de terra a 50 metros mais à frente já é um hábito, não uma excepção.
Talvez seja (e já me chamaram isso) muito crítico, mas parece-me que tem que haver alguém que o seja, particularmente quando há vidas em jogo.
Reparei que a rotunda assassina antes de se chegar a Olhão foi remodelada, tiraram os rails de protecção, agora já se pode fazer a referida em modo de vôo, pela zona central sem quaisquer impedimentos, portanto ficou mais perigosa do que já era, mas alguém poupa dinheiro, porque não tem que substituir rails todas as semanas, que era o tempo que eles duravam sem ser amolgados, e sim, chamem-me crítico, mas as minhas críticas têm uma razão de ser e o resultado está à vista. A polícia anda aí, desejosa de fazer uns trocados, para engordar o "défice", mas caso não saibam anda cada vez menos gente na estrada, incluindo quem ainda tem dinheiro.
Cacela é uma localidade engraçada, pitoresca, e tão pequena que permanece intocada pelas construções megalómanas e perturbantes da paisagem, não encontrei nenhuma moura, nem encantada, nem por encantar, uma pena, mas até os nomes das ruas e largos são engraçadas e quebram o típico "25 de abril", "Humberto Delgado", "5 de Outubro", etc. que são afinal designações que ninguém quer saber, actualmente já nada significam, contrariamente a esta placa que publico, em que ao menos relembramos a existência árabe na zona. 

É engraçado caminhar nestas ruas, fechar os olhos e voltar atrás no tempo, sabendo que pouco ou nada mudou desde a ocupação árabe (a distribuição das casas) e imaginar as ruas nessa época...
(ficamos por aqui hoje, continuo triste, esperamos e ansiamos pelo futuro como se fosse solução para os problemas, quando lá chegamos, temos saudades do passado, que pouco aproveitámos, resta viver o presente tentando não pensar no antes nem no depois)

sábado, setembro 01, 2012

2 Ronin perdidos!

Já diz o ditado "mais vale quem quer do que quem pode", cafézinho depois do almoço, e agora, que vamos fazer? Gastar gasolina, pois claro!! Farto de estar fechado estou eu.
E lá fomos, por entre montes e vales, porque eu perdi-me e não consegui descobrir o caminho, já que estava inconscientemente descansado, já que nem sabia muito bem para onde queria ir!
Curiosamente demos com o destino sem saber muito bem qual era.
A vida é feita de encontros e desencontros, uns chegam, outros partem e eu arranjei um novo amigo para estas andanças, que curiosamente é "certinho" e atende o telefone e responde a mensagens o que facilita imenso no planeamento, aqui está ele ao lado da sua disfarçada "Highly Defective", ou HD como queiram, que dá cartas nas curvas e fez na boa os 70 Km de percurso. Ainda rumámos a Loulé onde "encharcámos a vela" com uma coca-cola cada um, e em seguida àquele monumento homenageante ao motociclista que é a nova sede do Motoclube de Faro.
Planeia-se agora uma ida a Espanha e no próximo weekend uma concentração, a ver vamos!
Infelizmente a disposição não tem dado para mais, qualquer dia meto um brinco, espero que gostem do colete dos PIN's, fez sucesso, como seria de esperar!

sexta-feira, agosto 17, 2012

Cuidado com a chuva !!!

Ora bem, o nome é mesmo sugestivo, né?

Tudo começou com uma pequena troca de impressões durante um café após o jantar, alguns amigos recentes fizeram o convite e eu não podia deixar de convidar o mukambo.
O moço anda demasiado atarefado a arranjar o caos no mundo dele, claro que tinha de o arrastar para esta aventura.

Tudo começou com o gajo (mukambo) a querer baldar-se a dizer que estava atrasado, claro que a resposta foi que se podia despachar que chegávamos a tempo, e assim foi, não sei o que ele andou a fazer, mas até que se despachou rápido. Lá nos pusemos em marcha até ao ponto de encontro, nas bombas do Coiro-da-burra, como se pode constatar na foto a cima.
Curioso foi ver que a maioria eram motas de pista, mas, como nós já sabemos o que a casa gasta, lá nos misturamos com o restante maranhal.

O mukambo ainda ando a tentar encafuar uma câmara de filmar na sua "burra" mas no fim a conclusão foi mesmo deixar isso para os "moços das R´s".

A viagem teve inicio após esperar uns 40m pelos que tinham horário laboral, sim, ainda há quem trabalhe neste paraíso, e como tal o compasso de espera, enfim, ossos do oficio...
Apontamos para a fonte-férrea e lá se foi a curtir umas curvas, sei que alguém ainda andou a raspar os patins numa curva (grande maluco), sim a serra Algarvia quando é feita a velocidade furiosa de um caracol pode até mesmo fazer raspar os punhos das máquinas... nas silvas... lol

E pronto, lá chegamos a fonte, que por sinal parece mais um deserto, água nem vê-la, mas haviam cervejas, isso já era uma ajuda para a sede que se fazia sentir.

Conversa para aqui, conversa para ali e a coisa foi-se compondo, sempre a boa disposição e claro algumas picardias entre os mais chegados, coisa que é normal.

Ao fim de umas jolas a malta decide seguir até mais a cima, a direcção foi Barranco-do-Velho, todos de acordo e segue viagem, desta vez decido apertar um pouco com a minha máquina e sigo atrás de uma VTR, claro que enquanto a R passeava, eu fazia das tripas coração para poder acompanhar, mas isso é normal, uma cruiser nada tem a ver com uma mota de velocidade, mas mesmo assim dei luta, entretanto algo me surpreendeu...  A chuva!!!... OMG!!! A chuva derrete R´s !!!
Tudo a parar e a voltar para trás... Enfim, no meu tempo, já que estamos a caminho seguimos...

Pronto, foi a observação de quem já fez alguns passeios a chuva e que até foram interessantes.

E por fim, o culminar do passeio, numa esplanada da nossa maravilhosa Praia de Faro.
Alguns deram ao serrote, outros mais uma fresca para ajudar na digestão e uma musica meio estranha de fundo, enfim foi uma aventura modesta, mas com muito pontos positivos, a ver se para a próxima a coisa corre ainda melhor e que a chuva não assuste os mais novos, que isto de já ser lobo faz de nós seres mais exigentes. :)

Ainda faltam alguns elementos, mas como não é facil juntar todos, vamos juntando os mais que se pode, quem sabe numa próxima aventura se consiga por as rodas todas a rolar por essa estrada a fora...

segunda-feira, agosto 06, 2012

Ride in formation


Ride in formation. The staggered riding formation (see diagram) allows a proper space cushion between motorcycles so that each rider has enough time and space to maneuver and to react to hazards. The leader rides in the left third of the lane, while the next rider stays at least one second behind in the right third of the lane; the rest of the group follows the same pattern. A single-file formation is preferred on a curvy road, under conditions of poor visibility or poor road surfaces, entering/leaving highways, or other situations where an increased space cushion or maneuvering room is needed.

terça-feira, julho 31, 2012

A nova sede do MCF


 Este artigo serve apenas para mostrar aqui algumas imagens da nova sede do Moto Clube de Faro, por dentro se quiserem matar a curiosidade terão que lá ir, posso no entanto acrescentar que o bom gosto é do mesmo género do exterior, e motociclistas e não motociclistas, dos 8 aos 80 anos sentem-se em casa neste espaço.
  Os meus parabéns ao MCF, que conseguiu desta feita, cumprir um sonho que já tinha cerca de 30 anos, e de uma maneira "estrondosa" já que nacionais e estrangeiros são unânimes na avaliação que fazem desta sede. Fantástica!
Basta olhar para o pormenor da chaminé de aço inox, que não é mais do que a saída de gases da lareira que existe no interior, no Inverno quando for ligada vai ser digno ver o efeito, palmas para quem teve a ideia.
  Para finalizar fica uma imagem da Alice, no imenso parque de estacionamento que existe para o efeito no local.

quinta-feira, julho 19, 2012

Concentração 2012

Devo dizer que foi a concentração mais bem preparada, e em contrapartida com menos gente, dos 24 mil esperados, aparentemente só surgiram 16 mil... Não pensem em mudar o ambiente depressivo que grassa, e isto irá de mal a pior.
Agora as partes boas, que foi tudo o resto, houve muita cerveja, este ano a Bohemia chegou para os clientes e para mim, houve quem fosse admoestado por ter pratos de presunto em cima da mesa (ah grande anestesista, que ainda não descobrimos se é um serial killer disfarçado) encontrámos espanhóis que vamos querer rever para o ano, pessoal que vale mesmo a pena!
Aproveito para agradecer publicamente a quem encontrou as chaves de uma tenda, e teve o cuidado de deixar no sítio onde eu as iria encontrar mais tarde.
Aparentemente ainda era período de eu carregar a cruz de "anjo-da-guarda" de alguém, e ainda me coube "limpar" os acidentes que lhe acontecem, espero ter sido esta a última vez. Desejo-lhe muita sorte de futuro, porque não vou estar lá.
O quadro acima, eu e as duas "malucas" retratam o estado de espírito existente, de uma brutal boa disposição que durou de 5ª a Domingo de manhã, altura em que elas desapareceram... Fizeram mal que eu trouxe as "monstras" para casa e pena tenho eu de não ter dado uma de abusado e ter trazido ainda mais. (afinal deram caixas inteiras!)
Ainda meti conversa com o moço de Torres (Vedras) que conduzia o camião que estava por detrás do Oásis (todos os anos está lá um camião destes, mas nunca percebi bem porquê... ;o) ) mas ele disse-me que o líquido tinha mesmo que ser devolvido, não mo podia trazer aqui para casa. Uma pena! Mesmo!
Não sei onde raio dormi neste dia para estar tão despenteado, mas estou apostado que esta foto foi de Domingo, quando dormi na tenda. E para aqueles "tenrinhos" que dizem que não se dorme, desenganem-se, tenho o sono leve q.b. e dormi que nem uma pedra, quando há sono, dorme-se mesmo nem que seja no tronco da árvore mais próxima! :oP
Este ano a coisa foi tão saborosa que passou demasiado depressa, nem os turnos "duros" (já sei que adormeci um bocado do turno das 6 da matina mas não vale a pena bater mais no ceguinho) custaram.
Até para o ano, obrigado MCF!!!
Obrigado Vanda Maria, e Cátia Vanessa, pelo vosso apoio. Melhores dias virão. ;o)

sexta-feira, junho 08, 2012

Ir e vir... Para nada...

Fui numa roda e vim na outra, curiosamente a Alice fez nas últimas semanas mais de 15% do total da quilometragem, e sabem o que digo? Compreendo perfeitamente quem faz longas viagens e/ou anda permanentemente de mota, a viagem é bem menos cansativa, e tem o seu quê de calmante, e é precisamente o que preciso neste momento.
Para TODOS aqueles que se queixam da vida que levam, sentem-se, com uma garrafa de tinto aberta (preferência alentejano/douro) ou outra licorosa de preferência, e experimentem imaginar a vida, tirando uma a uma todas as coisas que gostam, no final, pensem novamente nas queixas que tinham, afinal, não estão tão mal assim...
Hoje vi na EN2  uma iguana, 3 cobras, 2 ouriços caixeiros em plena sessão de sexo no meio da estrada, e um infeliz texugo, que teve menos sorte.
Dá-me gozo, acelerar a mota à frente de um tasco típico, ou de um banco cheio de idosos. Não gosto, quando no meio de uma curva, depois de arrancar, engreno 2ª e apercebo-me que estou em ponto morto...

+1012

quarta-feira, maio 16, 2012

O regresso a casa

Bom, a triste realidade é que a mulher me despachou, dizendo que está enjoada de mim, não admira, quem a vida toda quer gelado de chocolate com uma bola, com uma diversidade de sabores à escolha! Mas isso não interessa nada.
Fiz-me à estrada de manhã cedo com meio copo de leite, encher o depósito com desconto, onde (e já que exigem que as motas paguem antecipadamente) fiz questão de deixar a chave e o tampão com a funcionária, que ficou algo envergonhada com a minha pretensão que guardasse aquilo. Em pouco tempo estava no IC2 virado a Sul, que aparentemente é o local onde ainda posso chamar casa.
Trouxe comigo a máquina fotográfica analógica, razão pela qual não há desta vez fotografias, eventualmente quando as revelar e se ficarem boas, serão digitalizadas e aqui colocadas.
Constatei que vivemos num país muito estranho, antigamente tínhamos uma estrada boa chamada IC3, agora, "dinamitaram" uma parte dessa estrada, deixou de existir, e o restante passaram a A13 e paga-se para lá andar. Isto faz sentido?
Parei em Almourol para fotografar, junto ao marco 666, para fotografar e fazer uma cache, junto a uma estátua de uma menina (nem sei bem onde).
Devo dizer que apesar de cansativo, é mais fácil fazer os 506 Km de mota que de carro, e fui pelas curvas todas da E.N.2.
Recomendo a funcionária do Pingo-doce da Chamusca, porque apesar de ter errado na carreira (exceptuando a altura podia ter sido modelo)  é uma simpatia e ofereceu-me o queijo que comprei!
A parte aborrecida na viagem é o planeamento onde colocar combustível, e no meu caso estava com algum receio de me meter pela serra, já no final da viagem e ficar com o depósito seco a meio.
Ainda vi um camião de frente quase a entalar-me, foi apenas um momento radical em cima da ponte de Coruche, e descobri também que há curvas da E.N. 2 que se fazem a 90 a fundo, todo deitado no charuto. Há zonas do pneu que travaram hoje conhecimento com o asfalto pela primeira vez!
Apesar de estar um dia de calor intenso, ao chegar à serra transformou-se em frio, tanto que o compal fresh de maracujá que tinha e estava já intragável no Torrão (Alentejo) já estava fresco para o final da viagem.
E agora que cheguei a casa vou tomar um banho e descansar, porque acho que mereço, no meio deste mundo que só me apetece dizer:
"Cruel is the night
That covers up your fears.
Tender is the one
That wipes away your tears.
There must be a bitter breeze
To make you sting so viciously
They say the greatest coward
Can hurt the most ferociously.
But I'll show you something good.
Oh I'll show you something good.
If you open your heart
You can make a start
When your crumbling world falls apart."

+506

terça-feira, maio 15, 2012

E.N.2 sentido Norte...

Alguém me anda a dizer há algum tempo algo que eu nunca esperei ouvir, não interessa o quê, importa apenas que abre espaço para dar asas à Alice. Tentei, de facto TENTEI chegar a Chaves pela EN2, no entanto, sem GPS "calibrado" e programado é impossível, apanhei diversas estradas marterizantes, para me aperceber que a sinalização neste País é uma miséria, para sabermos onde andamos temos que parar e olhar para os marcos das estradas, tudo o que é referência (não sei se será técnica de marketing) aponta as autoestradas, e nenhumas ou quase nenhumas estradas nacionais!! Pergunto eu, como raio se encontra a Nacional 2 se não aparece referência em lado nenhum? E depois aparecem referências a um IP3, por exemplo que nunca se encontra pelo caminho, e a N2 para ser descoberta temos que seguir as tabuletas da A24.
Devo dizer que me considero uma pessoa com muita paciência, mas desta vez saltou-me a tampa e regressei à origem sem ter chegado ao destino... 

segunda-feira, maio 14, 2012

Revisão


Bom, serve este post apenas para referenciar que a Alice Papa-léguas Martins foi hoje à revisão, e lá marcharam 95 €...

domingo, março 25, 2012

O Expresso de Sta. Comba

Antes que o pessoal pergunte, "serra outra vez?!" a resposta é sim! Claro que sim! E há uma razão para isso, não se ganha calo a andar na auto-estrada sempre a direito, é na serra, com 30 cães a tentarem enfiar-se debaixo da mota, curvas escorregadias e fechadas, precipícios, todas essas coisas é que "adrenalizam" o passeio! Mais, desta vez nem café bebi!
Mas vamos ao que interessa, virados ao Caramulo, e aqui fica o registo fotográfico do Caramulinho. Escuso de dizer que basicamente conduzi a mota até ao exterior da malha urbana, e passei-a a quem mais dela precisa. Claro que por baixo do capacete ainda se conseguia ouvir algo como "M#"$2 tantas curvas!!"...
À direita um já raro registo fotográfico, eu em posse da mota. (e mais não digo)
O Caramulo é uma localidade bonita e bem conservada, sem ainda aquela febre de construção que assola o país e deforma localidades, tornando-as montes de betão sem qualquer sentido. Campo de Besteiros logo a seguir possui um parque digno de visita, e é referenciado um solar, procurámos, mas não encontrámos...
Seguimos virados a Tondela, e diria eu que aparentemente as cidades do interior são locais dignos de visita e com uma aparente boa qualidade de vida, estivesse o país regionalizado e o dinheiro entregue a quem possa fazer obra local e não ao poder central que desconhece as diferentes realidades das diferentes zonas do país... Teríamos um melhor País!
O título desta publicação é o que é, porque alguém que levava a mota passou e nem parou em diversos sítios, parecia o Expresso!! Santa Comba, que alinha pelos moldes das anteriores, também não foi local de paragem apesar de bonita localidade. Digamos que a Pratas Labareda Martins foi sempre a andar... Até à Borralha onde tirei esta foto, e a seguir ao Candam, onde fotografei a mota à frente da casa de um velho amigo! Mas fui sozinho, porque por esta altura as queixas relativamente à suspensão traseira já eram ensurdecedoras, e apesar de tudo, trocar o banco da mota por um banco de madeira de jardim, não me parece melhoria considerável. Opiniões, cada um tem a sua...
Esta imagem retrata a antiga fábrica que criou as motas elétricas, e curiosamente o estado deixou falir, ao contrário de certos bancos. Está agora a ser desmontada, e achei por bem registá-la antes que desapareça de vez. Triste país este que mete a mão por baixo de quem gere (e mal em muitos casos) dinheiro sem criar riqueza instalada, e isto que tinha até um departamento de investigação deixaram ir por água abaixo. Não tivesse o governo Francês nos anos 80/90 metido a mão na Renault e essa marca hoje não existia. Chamam-lhe política, eu diria que o bom senso devia vir primeiro.
E pronto, a viagem terminou com a utilização do último desconto que tínhamos para sundaes, que estava a ver já por um canudo, fruto das reclamações da suspensão traseira (não a da mota, essa ia lá eu, aquela outra, percebem?).
Com gasolina mais barata, melhor disposição, mais passeios se fazia... :o)

domingo, fevereiro 26, 2012

Ahhh belo cafézinho!!

 Alguém perguntou: "Queres café?", a resposta foi: "Estou a pensar ir tomá-lo de borla!", "De borla, não entendi...?", (pausa de 10 segundos, vá, pronto, 5) "Ahhhh!!! MALANDRO!!".
Para não gastar gasoilio que está caro, fomos em viatura de 2 rodas e a gasolina, menos poluente, mais ar livre, mais saudável, mas infelizmente mais FRIO! Vá-se acreditar nos tratantes dos meteorologistas que diziam que ia fazer calor de Primavera estes dias, nem vê-lo por aqui por estas bandas!
Para aqueles que perguntam se esta cidade é bonita, respondo com as fotografias em anexo, que são de uma área antigamente degradada, e quanto a mim recuperada com muita qualidade, os canais tornam a cidade um local romântico, ao nível de Veneza, e em contrapartida já não possuem o odor de antigamente, quando os esgotos eram para aqui atirados sem qualquer tratamento.
Descobrimos um café novo, que numa escala de 1 a 10 de intensidade, encontra-se no 12! Sim, e a classificação está bem dada.
Prometo melhores fotografias numa próxima vez, mas a máquina tem o interior e objectivas sujas das trocas, e não sei em que caixa das milhentas da mudança estão os artigos de limpeza... :o(
Ah, ainda dei um "bigode" a uma Highly-Defective (HD) que me ficou a ver passar ao longe! Poucas motas se vê por estas bandas, e quase nenhumas cumprimentam, uma pena a falta de espírito.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

O estádio colorido

Bom! Ao contrário do que se costuma dizer que ficamos melhores com a idade tal como o vinho do Porto, parece-me que isso é uma maneira de mascarar o facto de não ser bem assim, ou então alguém se esqueceu de referir que até o vinho com a idade se estraga. A Pratas Labareda Martins, talvez pelo pouco uso que tem tido derivado às condicionantes, tem vindo a apresentar dificuldades no arranque, muito tempo desligada, bateria já vai fazer 8 anos, enfim, da última vez para arrancar teve que ser de cabos na bateria da "lata"...
Interiorizei que não podia ser assim, e lembrei-me de ir até ao estádio colorido, que se pode ver como pano de fundo na fotografia acima, aproveitando o alinhamento com a decadência, antes que se lembrem de o demolir já que é caro de manter e não tem utilidade nenhuma, efectiva! Nem desliguei o motor durante a sessão fotográfica, não fosse dar algo para o torto com a bateria, mas de facto o problema dela é a frio, depois de uns quilómetros a andar, porta-se bem... A ver vamos.
Meia volta, e lá fui perder-me a Cacia, pensando erradamente que por aquele caminho ia ter a São João de Loure, de facto não fui e tive que voltar para trás, devo estar a ficar DUHH com a idade!
Chegado então ao destino, podem vislumbrar à esquerda o parque dos plátanos de S. J. Loure, excelente local para um piquenique/churrascada, e onde (já agora) reside uma cache (ver geocaching).
Aproveitando a onda, e tendo já conhecimento que havia umas estradas porreiras para o chamado "lado do campo", lá fui, e deparei-me com este parque de merendas mais à frente, também ele promissor, faltando apenas uma churrasqueira para ser PERFEITO!
Os campos já estão cheios de mimosas, altura em que alguém de quem tenho muitas saudades, andaria agora a colher ramos e a meter no carro, por causa do perfume. Costumes engraçados, que nos marcam.
E pronto, voltinha muito curta, a Labaredas portou-se lindamente, apesar de nem ter a manutenção em dia, fruto da falta de dinheiro que por aí anda, emprego nem vê-lo, apartamento continua à venda. Resta a saúde, até ver...

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Monchique - Ultimo passeio de 2011

Começo o post com esta panorâmica da barragem de Odelouca. 

O passeio foi combinado uma semana antes, para que não houvesse desculpas. Destino apontado para a zona ocidental da serra Algarvia, éramos 2 motards decididos a fazer a diferença. Após ouvir muita gente a dizer que também queriam ir, ficamos por três, que já é melhor que um.

A saída foi a hora combinada e lá nos fizemos a estrada N125, pois com a entrada em vigor de usas-pagas na via do elefante ex-IP1, achamos por bem não alimentar de forma injusta o monstro que é o nosso estado. Já basta a "mamagem" pelos impostos !!!

Bem politicas a parte, que não é para isso que  escrevo, chegando ao sopé da serra, fizemos um pequeno desvio para a barragem, pois mesmo sem chover ainda está com um bom volume. Claro que esta barragem ainda está em obras, mas já tem uns lugares porreiros para se fazer uns lanches. Após uns breves momentos de descanso e conversa, seguimos em direcção a Alferce e um pouco antes encontramos um caminho para as caldas de Monchique, logo viramos a esquerda e seguimos nesse caminho meio rural, que nos proporcionou umas vistas lindíssimas da serra Algarvia, não coloco fotos, pois tenho de lá ir de novo, mas, com uma máquina capaz, pois tenho de documentar tal local.

Seguindo para as caldas e apanhando a estrada até ao topo da serra a Fóia, lá já se fez sentir o frio do nosso inverno, caramba que mesmo antes de chegar ao topo já tinha descido a temperatura consideravelmente, as minhas pernas ao chegar picavam de tanto frio. Aqui ao lado uma foto do resto do pessoal que alinhou nesta pequena viagem. Os duros, do asfalto, sem medos do frio e dos enlatados !!!




Enfim chegando ao topo umas fotos e um cházinho bem quente, para aquecer a malta, nunca pensei que o chá fizesse milagres, mas acreditem que com aquele frio todo, algo quente sabe mesmo bem. Realmente quem quer pode, nesta altura já nem havia vontade de sair do café, mas havia que voltar, pois já se estava a fazer noite e a viagem ainda era demorada,  lá nos enchemos de coragem e de volta as montadas, para fazer o regresso.



Nesta foto já se sentia uns maravilhosos 5ºc, agora para baixo que aqui já não se pode ficar, ou ainda encontramos o Yeti !!!
E lá voltamos em direcção a Portimão e N125 de novo até chegar a casa.
Foram uns bons 200 Kms, segundo o Google Maps, mas o que é certo é que a malta divertiu-se e ficamos com vontade de repetir...




Aqui fica o mapa do itinerário se estiverem com vontade de lá ir...

domingo, dezembro 18, 2011

Brrrr...

Há já 2 meses que o rocket não trabalhava, e isso viu-se... Foi tentar o arranque durante uns 10 minutos, até o motor-de-arranque deixar de responder... Triste... Já sei que tenho que ter mais cuidado, mas a vida não tem sorrido, e hoje, o dia estava o mais frio de sempre do ano, e mesmo assim, saímos! Depois de o motor começar a responder (falta de combustível) arrancou e foi abaixo só uma vez, velas de iridium... Maravilha!! Engasgou um bocado nos primeiros 500 metros, e a partir daí, comportamento normal, grande máquina! Recomendo!
Mas deixemos os "disse-que-disse" e vamos aos "finalmente" (consultar Duarte Lima, não o criminoso, mas o actor de novelas brasileiro) o objectivo era um piquenique simpático, num local já conhecido. Mas o dia tinha começado a correr mal e iria continuar assim... Para a próxima levamos sandes, primeiramente levou-se chá quente dentro dum termo! Bem diferente da habitual mini, ou latita de super-bock, ou até vinhaça da boa como já tem acontecido. 
O tempo estava húmido, não havia lenha, pelo que tivemos que levar o material combustível, o que ocupou logo metade do espaço disponível! Grelha não havia, foi improvisada uma no local, mas a carne nunca chegou propriamente a grelhar, faltava um bocadinho "assim"... Felizmente era carne de vaca, se fosse porco não se conseguia comer, menos mal! No local existe uma cache (ver geocaching) mas parte da estrada onde se encontra ruíu, e procurámos, procurámos, e nada, foi o primeiro DNF do dia, a sorte parecia não querer mudar, mas acreditávamos que sim!
Com a continuação das queixas do enorme frio que estava, "dia mais frio do ano", "disparate tirar a mota com tanto frio", "vou morrer de frio", "não tens frio!?!?!", etc. lá continuámos para o segundo ponto de interesse, onde por acaso, (só por acaso) residia outra cache. Já tínhamos visitado o local anteriormente, e pensávamos nós que o sobreiro era um outro numa rua mais acima, este como fica num plano inferior, passa despercebido, mas afinal era mesmo este, IMPONENTE, é o mínimo que se pode dizer, e parece ainda maior uma vez que não lhe tiram a cortiça seguramente há muitos anos.
Ao contrário da anterior cachada, esta saltou quase imediatamente para as mãos, como se pode ver na foto, o esconderijo não é muito original, e sem dicas torna-se dificil de encontrar, mas lá apareceu. Mais dificil, ou mesmo impossível foi arranjar uma caneta para preencher a data, porque os locais têm portas de casa abertas, o carro com o motor a apanhar Sol (medida bizarra) mas material de escrita, nada...
Continuámos a viagem, mais uns quilómetros para carregar a bateria, e exercitar o corpo musculado de 43 cavalos, até ao concelho de Ílhavo, passando pelo de Aveiro primeiro, ruas vazias, centros comerciais cheios...
Parámos à frente do farol, que tem uma história engraçada (consultar) e é o maior farol de Portugal, como se pode ver pela imponência na fotografia. Nas imediações existe uma cache, que também foi "papada", mais rápida teria sido se não houvesse tantos "muggles" por perto. Aproveitámos para consumir um crepe quente, apelidado na zona de "tripa", matando assim o frio.
E lá arrancámos, que o Sol começou a pôr-se e ainda tínhamos caminho a percorrer.
A praia da Costa Nova era o próximo destino, como documenta a fotografia, mas o frio apertava ainda  mais, e a paragem foi rápida. No entanto deu para constatar que essa conversa que por aí anda de "crise" é um bocado perniciosa, é que neste passeio vislumbrámos 5 Porsches, 1 Jaguar, e uma panóplia de veículos, (que apelidámos "carro-da-crise") que apesar de serem carros de marcas ditas normais, custam o mesmo que um apartamento. Há portanto não propriamente uma "crise" geral, mas sim um fosso cada vez maior de rendimentos, entre os que mais ganham e os que ganham miseravelmente, estranhamente num País com governação "socialista" durante os últimos anos. Como seria se estivessem lá não-socialistas...? 
Talvez o mesmo, porque claramente a ideologia é coisa que não assiste a política (já lá vai o tempo) é que há deles que agora são de "direita" e não muitos anos depois passam a ser de centro-esquerda, e vice-versa. O que dá que pensar, já que um ser humano que tem uma filosofia de vida, não acorda um dia e muda completamente para uma filosofia completamente oposta! (A menos que seja caso psiquiátrico, ou haja "interesses" associados a essa mudança)
100 Km, belo passeio com muito frio e alguma fome à mistura, sabe bem sentirmo-nos vivos!

quarta-feira, outubro 19, 2011

domingo, outubro 16, 2011

Romaria...

Bom, isto hoje foi levantar cedo bem cedinho para acompanhar a malta a uma romaria, ou espécie de, lá para os lados de Mortágua! Devo dizer que a localidade em si tem muito pouco que se veja, mas o trajecto que fizemos, sempre por serra, é bonito, e tem ciclistas aos magotes... Deixei a companheira de viagem perto de um agente da autoridade, que teve uma trabalheira durante todo o dia a tentar orientar o pessoal que tentava fazer a ravina por detrás da mota, é que a entrada é por ali, mas a saída é por outro lado, tudo o que era carro de tracção às duas rodas apenas, tinha que ganhar balanço na parte debaixo do barranco para conseguir chegar lá acima. E como qualquer tuga que se preze, é claro que não se fica em outro lado senão EM CIMA do local do piquenique, é pecado!
Eheheh olhem lá ali a bixinha a espreitar! Esta é a vista da descida. No final acho que levei 500 gramas de poeira em cima dos bancos.
Quanto à festa, havia uma feira de especiarias (disse alguém) que se resumia a um sujeito de considerável idade, com pimenta, piri-piri, colorau, cravinho e cominhos à venda... Sendo que quando tentámos comprar deste último usou a colher do colorau para meter nas especiarias todas, depois cheirar, e no final concluir "cominhos, afinal, não tenho!"...
Enfim. Seguiu-se a churrascada do costume, com a presença de um animador sócio-cultural sem curso, numa mesa ao lado, ao tradicional estilo português, um copo de vinho basta para uma tarde a falar bem alto para todos ouvirem, algumas graçolas pelo meio, mas acima de tudo, boa-disposição.
No regresso, não toquei na duas-rodas, o tradicional "dá-me dá-me" ouviu-se de forma silenciosa, e pronto, assim foi, viemos sempre na maluca (30 Km por hora...) por aí fora, curvas a direito, ah! E mais ciclistas!
Claro que durante o repasto ainda houve lugar para os tradicionais comentários políticos, de uma mesa ao lado, em que curiosamente alguém disse, possuindo a idade de quem viveu nesse tempo "no tempo do Salazar, havia miséria, mas ele também não vivia à grande, como agora se vê...". É uma opinião, que deixo aqui, independentemente de concordar.
Agora, o que é verdade é que tirem-me o ordenado, despeçam-me, tirem o subsídio do que quer que seja, tirem-me o orgulho de ser português, a vontade de respirar, o sono, mas ninguém me tira a Mãe que tive e o orgulho que tenho nela, e se fosse viva, hoje fazia anos. PARABÉNS!!!! BEIJINHO GRANDE!! :o)