terça-feira, julho 31, 2012

A nova sede do MCF


 Este artigo serve apenas para mostrar aqui algumas imagens da nova sede do Moto Clube de Faro, por dentro se quiserem matar a curiosidade terão que lá ir, posso no entanto acrescentar que o bom gosto é do mesmo género do exterior, e motociclistas e não motociclistas, dos 8 aos 80 anos sentem-se em casa neste espaço.
  Os meus parabéns ao MCF, que conseguiu desta feita, cumprir um sonho que já tinha cerca de 30 anos, e de uma maneira "estrondosa" já que nacionais e estrangeiros são unânimes na avaliação que fazem desta sede. Fantástica!
Basta olhar para o pormenor da chaminé de aço inox, que não é mais do que a saída de gases da lareira que existe no interior, no Inverno quando for ligada vai ser digno ver o efeito, palmas para quem teve a ideia.
  Para finalizar fica uma imagem da Alice, no imenso parque de estacionamento que existe para o efeito no local.

quinta-feira, julho 19, 2012

Concentração 2012

Devo dizer que foi a concentração mais bem preparada, e em contrapartida com menos gente, dos 24 mil esperados, aparentemente só surgiram 16 mil... Não pensem em mudar o ambiente depressivo que grassa, e isto irá de mal a pior.
Agora as partes boas, que foi tudo o resto, houve muita cerveja, este ano a Bohemia chegou para os clientes e para mim, houve quem fosse admoestado por ter pratos de presunto em cima da mesa (ah grande anestesista, que ainda não descobrimos se é um serial killer disfarçado) encontrámos espanhóis que vamos querer rever para o ano, pessoal que vale mesmo a pena!
Aproveito para agradecer publicamente a quem encontrou as chaves de uma tenda, e teve o cuidado de deixar no sítio onde eu as iria encontrar mais tarde.
Aparentemente ainda era período de eu carregar a cruz de "anjo-da-guarda" de alguém, e ainda me coube "limpar" os acidentes que lhe acontecem, espero ter sido esta a última vez. Desejo-lhe muita sorte de futuro, porque não vou estar lá.
O quadro acima, eu e as duas "malucas" retratam o estado de espírito existente, de uma brutal boa disposição que durou de 5ª a Domingo de manhã, altura em que elas desapareceram... Fizeram mal que eu trouxe as "monstras" para casa e pena tenho eu de não ter dado uma de abusado e ter trazido ainda mais. (afinal deram caixas inteiras!)
Ainda meti conversa com o moço de Torres (Vedras) que conduzia o camião que estava por detrás do Oásis (todos os anos está lá um camião destes, mas nunca percebi bem porquê... ;o) ) mas ele disse-me que o líquido tinha mesmo que ser devolvido, não mo podia trazer aqui para casa. Uma pena! Mesmo!
Não sei onde raio dormi neste dia para estar tão despenteado, mas estou apostado que esta foto foi de Domingo, quando dormi na tenda. E para aqueles "tenrinhos" que dizem que não se dorme, desenganem-se, tenho o sono leve q.b. e dormi que nem uma pedra, quando há sono, dorme-se mesmo nem que seja no tronco da árvore mais próxima! :oP
Este ano a coisa foi tão saborosa que passou demasiado depressa, nem os turnos "duros" (já sei que adormeci um bocado do turno das 6 da matina mas não vale a pena bater mais no ceguinho) custaram.
Até para o ano, obrigado MCF!!!
Obrigado Vanda Maria, e Cátia Vanessa, pelo vosso apoio. Melhores dias virão. ;o)

sexta-feira, junho 08, 2012

Ir e vir... Para nada...

Fui numa roda e vim na outra, curiosamente a Alice fez nas últimas semanas mais de 15% do total da quilometragem, e sabem o que digo? Compreendo perfeitamente quem faz longas viagens e/ou anda permanentemente de mota, a viagem é bem menos cansativa, e tem o seu quê de calmante, e é precisamente o que preciso neste momento.
Para TODOS aqueles que se queixam da vida que levam, sentem-se, com uma garrafa de tinto aberta (preferência alentejano/douro) ou outra licorosa de preferência, e experimentem imaginar a vida, tirando uma a uma todas as coisas que gostam, no final, pensem novamente nas queixas que tinham, afinal, não estão tão mal assim...
Hoje vi na EN2  uma iguana, 3 cobras, 2 ouriços caixeiros em plena sessão de sexo no meio da estrada, e um infeliz texugo, que teve menos sorte.
Dá-me gozo, acelerar a mota à frente de um tasco típico, ou de um banco cheio de idosos. Não gosto, quando no meio de uma curva, depois de arrancar, engreno 2ª e apercebo-me que estou em ponto morto...

+1012

quarta-feira, maio 16, 2012

O regresso a casa

Bom, a triste realidade é que a mulher me despachou, dizendo que está enjoada de mim, não admira, quem a vida toda quer gelado de chocolate com uma bola, com uma diversidade de sabores à escolha! Mas isso não interessa nada.
Fiz-me à estrada de manhã cedo com meio copo de leite, encher o depósito com desconto, onde (e já que exigem que as motas paguem antecipadamente) fiz questão de deixar a chave e o tampão com a funcionária, que ficou algo envergonhada com a minha pretensão que guardasse aquilo. Em pouco tempo estava no IC2 virado a Sul, que aparentemente é o local onde ainda posso chamar casa.
Trouxe comigo a máquina fotográfica analógica, razão pela qual não há desta vez fotografias, eventualmente quando as revelar e se ficarem boas, serão digitalizadas e aqui colocadas.
Constatei que vivemos num país muito estranho, antigamente tínhamos uma estrada boa chamada IC3, agora, "dinamitaram" uma parte dessa estrada, deixou de existir, e o restante passaram a A13 e paga-se para lá andar. Isto faz sentido?
Parei em Almourol para fotografar, junto ao marco 666, para fotografar e fazer uma cache, junto a uma estátua de uma menina (nem sei bem onde).
Devo dizer que apesar de cansativo, é mais fácil fazer os 506 Km de mota que de carro, e fui pelas curvas todas da E.N.2.
Recomendo a funcionária do Pingo-doce da Chamusca, porque apesar de ter errado na carreira (exceptuando a altura podia ter sido modelo)  é uma simpatia e ofereceu-me o queijo que comprei!
A parte aborrecida na viagem é o planeamento onde colocar combustível, e no meu caso estava com algum receio de me meter pela serra, já no final da viagem e ficar com o depósito seco a meio.
Ainda vi um camião de frente quase a entalar-me, foi apenas um momento radical em cima da ponte de Coruche, e descobri também que há curvas da E.N. 2 que se fazem a 90 a fundo, todo deitado no charuto. Há zonas do pneu que travaram hoje conhecimento com o asfalto pela primeira vez!
Apesar de estar um dia de calor intenso, ao chegar à serra transformou-se em frio, tanto que o compal fresh de maracujá que tinha e estava já intragável no Torrão (Alentejo) já estava fresco para o final da viagem.
E agora que cheguei a casa vou tomar um banho e descansar, porque acho que mereço, no meio deste mundo que só me apetece dizer:
"Cruel is the night
That covers up your fears.
Tender is the one
That wipes away your tears.
There must be a bitter breeze
To make you sting so viciously
They say the greatest coward
Can hurt the most ferociously.
But I'll show you something good.
Oh I'll show you something good.
If you open your heart
You can make a start
When your crumbling world falls apart."

+506

terça-feira, maio 15, 2012

E.N.2 sentido Norte...

Alguém me anda a dizer há algum tempo algo que eu nunca esperei ouvir, não interessa o quê, importa apenas que abre espaço para dar asas à Alice. Tentei, de facto TENTEI chegar a Chaves pela EN2, no entanto, sem GPS "calibrado" e programado é impossível, apanhei diversas estradas marterizantes, para me aperceber que a sinalização neste País é uma miséria, para sabermos onde andamos temos que parar e olhar para os marcos das estradas, tudo o que é referência (não sei se será técnica de marketing) aponta as autoestradas, e nenhumas ou quase nenhumas estradas nacionais!! Pergunto eu, como raio se encontra a Nacional 2 se não aparece referência em lado nenhum? E depois aparecem referências a um IP3, por exemplo que nunca se encontra pelo caminho, e a N2 para ser descoberta temos que seguir as tabuletas da A24.
Devo dizer que me considero uma pessoa com muita paciência, mas desta vez saltou-me a tampa e regressei à origem sem ter chegado ao destino... 

segunda-feira, maio 14, 2012

Revisão


Bom, serve este post apenas para referenciar que a Alice Papa-léguas Martins foi hoje à revisão, e lá marcharam 95 €...

domingo, março 25, 2012

O Expresso de Sta. Comba

Antes que o pessoal pergunte, "serra outra vez?!" a resposta é sim! Claro que sim! E há uma razão para isso, não se ganha calo a andar na auto-estrada sempre a direito, é na serra, com 30 cães a tentarem enfiar-se debaixo da mota, curvas escorregadias e fechadas, precipícios, todas essas coisas é que "adrenalizam" o passeio! Mais, desta vez nem café bebi!
Mas vamos ao que interessa, virados ao Caramulo, e aqui fica o registo fotográfico do Caramulinho. Escuso de dizer que basicamente conduzi a mota até ao exterior da malha urbana, e passei-a a quem mais dela precisa. Claro que por baixo do capacete ainda se conseguia ouvir algo como "M#"$2 tantas curvas!!"...
À direita um já raro registo fotográfico, eu em posse da mota. (e mais não digo)
O Caramulo é uma localidade bonita e bem conservada, sem ainda aquela febre de construção que assola o país e deforma localidades, tornando-as montes de betão sem qualquer sentido. Campo de Besteiros logo a seguir possui um parque digno de visita, e é referenciado um solar, procurámos, mas não encontrámos...
Seguimos virados a Tondela, e diria eu que aparentemente as cidades do interior são locais dignos de visita e com uma aparente boa qualidade de vida, estivesse o país regionalizado e o dinheiro entregue a quem possa fazer obra local e não ao poder central que desconhece as diferentes realidades das diferentes zonas do país... Teríamos um melhor País!
O título desta publicação é o que é, porque alguém que levava a mota passou e nem parou em diversos sítios, parecia o Expresso!! Santa Comba, que alinha pelos moldes das anteriores, também não foi local de paragem apesar de bonita localidade. Digamos que a Pratas Labareda Martins foi sempre a andar... Até à Borralha onde tirei esta foto, e a seguir ao Candam, onde fotografei a mota à frente da casa de um velho amigo! Mas fui sozinho, porque por esta altura as queixas relativamente à suspensão traseira já eram ensurdecedoras, e apesar de tudo, trocar o banco da mota por um banco de madeira de jardim, não me parece melhoria considerável. Opiniões, cada um tem a sua...
Esta imagem retrata a antiga fábrica que criou as motas elétricas, e curiosamente o estado deixou falir, ao contrário de certos bancos. Está agora a ser desmontada, e achei por bem registá-la antes que desapareça de vez. Triste país este que mete a mão por baixo de quem gere (e mal em muitos casos) dinheiro sem criar riqueza instalada, e isto que tinha até um departamento de investigação deixaram ir por água abaixo. Não tivesse o governo Francês nos anos 80/90 metido a mão na Renault e essa marca hoje não existia. Chamam-lhe política, eu diria que o bom senso devia vir primeiro.
E pronto, a viagem terminou com a utilização do último desconto que tínhamos para sundaes, que estava a ver já por um canudo, fruto das reclamações da suspensão traseira (não a da mota, essa ia lá eu, aquela outra, percebem?).
Com gasolina mais barata, melhor disposição, mais passeios se fazia... :o)